segunda-feira, 4 de junho de 2012







As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade.

Sempre gostei desta música mas hoje sem querer voltei a ouvi-la e fez finalmente sentido.... Tenho saudades tuas avó, cada vez mais. Trago-te comigo no coração mas cada vez mais não é suficiente. Tento agarrar-me ás coisas boas porque as más já esqueci, aliás já nem parecem tão más agora. Tenho dias que parece que sinto o teu cheiro perto de mim, quando sonho contigo parece que sinto de novo o toque das tuas mãos enrugadas mas tão macias....O toque....uma coisa tão corriqueira, uma  coisa tão normal e que agora tem outro sentido para mim...deixar de poder tocar as pessoas que eu gosto assusta-me. Parece estúpido o que vou-te dizer avó mas descascar uma pêra, partir um bife em mil bocados, fazer um simples puré faz-me chorar sempre. Custa-me sentir que nunca mais vou fazer estas coisas para ti.. Acho que nunca vou conseguir dizer-te adeus definitivamente porque vais estar sempre presente em mim..... Beijo grande no sitio cheio de luz onde te encontras agora a guardar a tua neta mais pirralha......







quinta-feira, 3 de maio de 2012

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O primeiro post do ano....
Sinto-me uma velha.... como muitas vezes me dizes:"não há um dia que não me queixe!" Se não é as costas é a cabeça, se não é a cabeça é o custar-me a andar. Estou farta de estar em casa, quero a minha rotina de volta. Este sentimento já passa a parte física. Estou apática como já não me sentia a muito. Sinto vontade novamente de me isolar e dizer: deixem-me estar!
Estou muito gaja, sensível, susceptível, irritadiça e incompreendida....
Isto acontece na pior altura. Quero-te ajudar porque também não andas bem, mas não sei como. Não sei se te hei-de dar 2 berros e dizer-te: Conforma-te, a vida não está para isso! Ou se hei-de adoptar o meio condescendente. Fui criada a manter o que tenho e não arriscar em tempos que não se pode arriscar, mais vale ter um de que nenhum. Sinto as coisas a fugirem-me entre os dedos como se fosse areia.... Já não sei mais o que dizer em relação ao que quer que seja, nem tão pouco sei o que fazer sobre o que quer que seja. Sinto-me limitada.....